domingo, 3 de fevereiro de 2013

CAMPINA DO MONTE ALEGRE

Campina do Monte Alegre está localizada a aproximadamente 230 km de São Paulo e a 100 km de Tatuí. 
Conta-se que certa vez, no ano de 1.870, um menino de apenas 5 anos que morava às margens dos Rios Itapetininga e Paranapanema encontrou a imagem de São Roque dentro de um cupinzeiro e r
esolveu levar a imagem para casa.
Quando souberam da história do menino, duas famílias resolveram construir uma capela no local onde havia o cupinzeiro, à qual foi dado o nome de
 Capela de São Roque e os arredores dela foram sendo denominados de 
“Terras de São Roque”.
Mais tarde, chamada "Campina das Aranhas", devido à família Aranha reivindicar a propriedade das terras. E, c
omo o Rio Itapetininga deságua no rio Paranapanema ao pé do Monte, um marco que podia ser visto de todo o povoado, esse fato acabou por renomear a denominação da cidade para Campina do Monte Alegre.
Emancipada em 1.991, possui uma 
Fazenda, a Cruzeiro do Sul, que foi uma colônia nazista nos anos 30; nela, cerca de 50 meninos órfãos negros eram escravizados, tão logo Hitler tomava o poder. 
Na região foram descobertas várias construções feitas com tijolos trazendo a suástica nazista. 
Até o mês de março de 1.998, a cidade era o único município do país que não possuía servidores públicos.
Os primeiros 70 cargos foram criados e preenchidos no mês de abril de 1.998, tendo mais 25 comissionados, por resolução do então prefeito José Benedito Ferreira.

JACAREÍ E A URNA FUNERÁRIA.




Foto da Rua Alfredo Schurig em Jacareí-SP.
A foto acima é de 1920, em destaque o "torpedo" de um Ford TT. Observe-se o escrito na parede do armazém: Depositário da gazolina "Motano" - standard oil of Brazil. 
Antes das bombas de gasolina, o combustível era vendido em latão nos armazéns! 
- do blog "Antigos Verde Amarelo".

Em abril de 1.998, conforme noticiou o Estadão, edição de 28 de abril de 1.998, em Jacareí foi encontrada uma urna funerária indígena de aproximadamente mil anos.
Era um pote cerâmico da tradição tupi-guarani, de cerca de 1 metro de altura que estava enterrado a uma profundidade de 1,2 metro.
Dentro do pote só havia cinzas.
A tribo que ocupou a região tinha 18 cabanas e vivia numa área de 400 mil metros quadrados.
A cidade possui o maior sítio pré-histórico de origem indígena da região.


O MUNICÍPIO DE BURI CONHECEU INTERVENÇÃO FEDERAL.


Ao tempo do presidente Ernesto Geisel, no ano de 1.976, foi decretada a intervenção federal no município de Buri, que afastou o então prefeito João Emílio Domingues de Oliveira, da ARENA local.
A intervenção resultou da interferência do governador Paulo Egydio Martins, levado a isso em face dos graves desmandos administrativos naquela prefeitura.
Para o cargo de Interventor foi nomeado Evanir Lopes Castilho, promotor substituto em Sorocaba.
Com, apenas 4.300 habitantes, Buri era, na época, um dos municípios do interior com graves problemas de corrupção.
A intervenção durou 50 dias, até que o novo prefeito eleito em 1.972 tomou posse.
João Emílio Domingues de Oliveira faleceu em janeiro de 2.011, aos 87 anos de idade.
Prefeito de Buri por quatro vezes, sofreu derrota em 2.008, quando se candidatou pelo PRB.
João Emílio foi "pracinha" da Força Expedicionária Brasileira e participou da Segunda Guerra Mundial.

EVA LEITE MACHADO

O município de Alambari dista cerca de vinte e três quilômetros de Itapetininga.
Num exemplar do jornal O Estado de São Paulo de 1.970, há uma reportagem bastante peculiar.
Consta que na década de 60, ainda Distrito, havia na cidade uma senhorinha de estatura média, mais clara que morena a qual no dia dedicado aos mortos vestia-se de noiva, com um véu bordado na cabeça e passava o dia rezando à beira dos túmulos da mãe, do noivo (Domingo Candera, com quem não pretendia casar-se jamais, falecido em 1.960) e de todos os mortos enterrados no cemitério da localidade.
Aos seis anos de idade, provavelmente 1.926/1.927, ela jurara para a mãe que permaneceria a vida toda em castidade e que na época de Finados cumpriria o ritual de visitar todos os mortos sepultados em Alambari. 
Tida como débil mental, Eva mantinha na capela o seu vestido de noiva, o sapato branco, o véu bordado com seu nome e o do seu noivo, as imagens de Bom Jesus de Pirapora e de Nossa Senhora Aparecida, e as bandeiras - pasmem! - do Brasil e de São Paulo. 
Esse amor pelas bandeiras ela mantinha desde quando estudava em Angatuba.
Sempre quis carregar essas bandeiras nas festas e desfiles, mas a sua professora nunca deixou.
Conta-se que no final dos anos 60 ela compareceu à procissão de Bom Jesus, em Iguape, vestindo-se com as quatro cores das bandeira nacional.
Quando o "Estadão" fez uma reportagem sobre ela, Eva residia numa casa de pau à pique e viajava anualmente para Aparecida do Norte, Iguape e Pirapora do Bom Jesus para assistir às solenidades religiosas.
Os mais velhos se lembravam que Eva Leite Machado também viajava a São Miguel Arcanjo por ocasião das festas ao Arcanjo São Miguel e ao Divino Espírito Santo, nos seus últimos anos de vida.

O MORADOR DO TUBO DE ALAMBARI.



No ano de 1.967, o DER abandonou um tubo de cimento de 2,3 metros de comprimento por 80 centímetros de diâmetro, bem à margem da estrada do então distrito de Alambari, em Itapetininga.
Foi esse tubo que um dia, devido a uma grande tempestade ocorrida na região por onde passava, um andarilho de nome Waldemar Alves, decidiu fazer de sua casa.
No ano de 1.971, ganhou até fama quando o correspondente do "Estadão" resolveu fazer uma reportagem com ele.
Nessa época, Waldemar contava com 42 anos de idade.
Filho de Leopoldino Alves e Gersonia Maria da Silva, ambos residentes em Santos, ele nasceu no sertão de Porto Real, Minas Gerais.
Tornou-se estimado pela população e até prestava serviços aqui e ali em troca de algum dinheiro para comprar comida, café e cigarro.
Dizia que estava ligado a altas patentes da Marinha do Brasil e por isso as pessoas o tinham como um pouco desequilibrado.
Mas nunca perturbou ninguém.
Sofria de falta de ar e opressão no peito e devido a essas deficiências, segundo ele, acabou sendo dispensado da lide de pintor no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.
Trazia sempre consigo um exemplar do "Estadão" que noticiava a posse de Juscelino Kubitschek.
Por onde andará Waldemar hoje?


TERMO DE VISITA DIOCESANA NA VILA DO PILAR.

"No dia 26 de setembro de mil novecentos e um, vindo de Sarapuí, aqui chegamos ás três horas da tarde, sendo nós recebidos pelo senhor Vigário e banda de música na chácara do senhor Antonio Vieira e de lá viemos à pé até à casa do senhor Capitão Joaquim Marques de Quevedo, onde fomos hospedados.
São as pessoas da comitiva eu, Visitador abaixo assinado, Frei Gregório Capuchinho como auxiliar, Honório José de Proença como Secretário e Alferes Bento Vieira da Cruz como auxiliar. Aqui veio e muito ajudou nas confissões o Padre Antonio Puretta, pró pároco da Piedade.
Durante os dias de nossa estada nessa vila, receberam a Sagrada Comunhão duzentas pessoas mais ou menos, foram crismados duas mil e oitocentas pessoas. 
A Igreja Matriz está sendo toda feita de novo, maior que a antiga, e será uma bela Matriz; se o bom povo coadjuvar a comissão encarregada, o que é de se esperar, porque embora seja o povo geralmente pobre, deve, segundo suas forças, repartir o que Deus lhe deu, porque, tudo vem de Deus e Ele não deixa de recompensar as esmolas que se faz a qualquer pessoa pobre, quanto mais o que se faz para sua Igreja. 
Tendo nós de partirmos amanhã para Sarapuí e Itapetininga, para visitarmos Guareí, hoje encerramos a visita com prática e benção do Santíssimo Sacramento, tendo concedido em nome do Bispo quarenta dias de indulgência às pessoas presentes.
Muito agradecemos ao senhor Vigário Padre Dionysio Perini a condução que nos deu para ida e volta e o modo bondoso com que nos tratou e os serviços que prestou durante a visita. 
Muito e muito agradecemos ao digno cavalheiro Capitão Joaquim Marques de Quevedo  a hospedagem que nos deu em sua casa e a sua respeitável família os carinhos que nos dispensou. Deus recompensará a todos e nós estamos eternamente gratos.
Não nos sendo possível despedirmos pessoalmente das pessoas que nos honraram com suas visitas, fizemos aqui, esperando desculpa desta falta involuntária e nos confessamos gratos a este bom povo a quem desejamos todas as felicidades.
Este termo será lido pelo Vigário à estação da Mesa Conventual em um dia festivo.
Dado em visita nesta Vila do Pilar aos trinta de Setembro de 1.901.
O Cônego José Rodrigues de Oliveira,
Visitador Diocesano".

Está conforme ao original. In fids parochi.
Pilar, 6 Novembro 1.901.
O Padre Dionysio Perini, Vigário.

Transcrito de "O DEMOCRATA", de Capão Bonito de Paranapanema, de 05.01.1901.


Pilar antiga.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

LEOCÁDIA ROSA



NO TEMPO DE BRASIL COM Z:



"A tia Leocádia Rosa, que mal sabia escrever o seu nome, tendo de postar a sua assinatura perante um Tabelião, pegou no papel invertido e escreveu o seu nome.

O Tabelião, não sabendo como sair da dificuldade, fez o seguinte reconhecimento:

- "Reconheço a assinatura supra, feita por Leocádia Rosa, na minha presença, de pernas para o ar".


Transcrito do jornal "O Democrata", de Capão Bonito do Paranapanema, antigo nome do município limítrofe com São Miguel Arcanjo, de 13 de outubro de 1.901.

Do acervo de Luiza Válio.