sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

JAHÚ: 1882


AOS EXCS. SRS. DRS. PRESIDENTE DA PROVINCIA E CHEFE DE POLICIA:

"Como advogado de alguns dos réus que se acham presos em a cadêa d`esta villa, e que tendo sido já condemnados ha muito tempo, estão aqui á espera da vinda de força publica para conduzil-os á capital, onde devem cumprir as respectivas penas, venho pedir a ss. excs. promptas e energicas providencias, de modo a serem remettidos quanto antes ao seu destino esses presos, afim de cessarem os soffrimentos por que estão aqui passando.
Por motivos que agora não quero referir, de uns tempos a esta parte sempre estão d`aqui fugidos soldados, sendo que presentemente o destacamento aqui está reduzido a 6 pessoas, inclusive o alferes e um cabo, e ainda com a circumstancia de estar preso e respondendo a processo um dos soldados; e é a este destacamento, com tão poucas praças, que está confiada a guarda de 9 presos que se acham aqui na cadêa presentemente, resultando d`ahi toda a sorte de privações e soffrimentos para alguns dos infelizes presos, pois que ultimamente 4 d`esses têm estado - dia e noite - sob o peso de grossa corrente, sendo ainda para notar-se que todos esses presos estão seguros por uma só corrente, sendo tres pelo pescoço e um pela perna, o que muito augmenta o seu soffrimento, porque, quando um levanta-se ou anda, os outros precisam fazer a mesma cousa.
Allega-se que esses presos estão encorrentados até de dia, porque a força que existe não chega para vigial-os, sendo por isso de lamentar-se que os pobres presos estejam soffrendo tanto, quando elles não são culpados e nem de qualquer modo concorreram para este estado de cousas.
Parece-me que os presos de que se trata só podiam ser encorrentados, até de dia, no caso de verificar-se que elles tentavam fugir, porém, isso até hoje não se deu da parte d`elles.
Espero, pois, que este meu justo reclamo será attendido por ss. excs. e que serão dadas as providencias precisas de modo a serem esses presos remettidos a seu destino, afim de não estar-se aqui presenciando o triste espetaculo de vêr-se, á luz do dia, 4 infelizes, presos em uma só corrente, com a circumstancia de estar, um d`elles preso pela perna!!

Jahú, 14 de setembro de 1882
José Joaquim de Avila."

- Transcrito da Secção Livre do jornal A Província de São Paulo, de 20/09/1882- 

MARIA DE LOURDES SIMÃO MARIANO

DATA/LOCAL DO FALECIMENTO: 03/01/2014, ÀS 12:00 HS, EM ITAPETININGA.
71 ANOS, 
DIVORCIADA, ERA F
ILHA DE MANOEL SIMÃO E MARIA ROSA SFOCIN E 
NÃO DEIXOU FILHOS. 
SEPULTAMENTO: 04/01/2014, ÀS 11:00 HS, NO 
CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA, EM ITAPETININGA.

AS PRIMEIRAS CAPELAS EM SÃO JOAQUIM DA BARRA


No início do ano de 1901, por iniciativa de Berto Cernack, pensou-se em construir uma capela, no Largo central do povoado, que em 1914 receberia o nome de Praça 7 de setembro. A sua construção começou a partir de 26 de janeiro de 1901.
Em nosso museu que desapareceu em meados da década de 90, havia um manuscrito, doado por Assuero Cardoso, com os seguintes dizeres:
- ”os abaixo assinados Membros da Comissão, vendo a grande necessidade que temos da construção de uma capela neste patrimônio, reuniram-se e, depois de discutir diversos pensamentos resolveram, por meio de lista, angariar donativos para construção da referida Capela. Contando que neste povoado cada um reconheça tão grande e generoso ato, não deixe de auxiliar com o seu óbolo para tão grande melhoramento.

São Joaquim, 26 de janeiro de 1901
Caetano Gramani 
Manoel Damásio Ribeiro
João Baptista da Silveira
Antônio Pedro Fernandes
José Marcelino da Silva
Bertho Cernack, mestre de obras
Eduardo Azambuja, secretário.

No manuscrito aparece a lista com os donativos. Muitos parentes de Assuero Cardoso contribuíram na mesma, incluindo o seu pai, o Major Cardoso. que doou a maior quantia. 
Nesse ano, vindo de Nuporanga, chegaria ao povoado o médico baiano, seu primeiro médico, que iria construir a segunda capela. 
O médico chamava-se José Esmeraldo de Oliveira, ele deu à capela o nome de Capela São José. Ela localizava-se onde hoje está o Magazine 280, na rua XV de novembro. 
A capela foi inaugurada em 15 de agosto de 1904, ao lado do prédio de esquina também construído pelo dr. Esmeraldo. 
Meu pai, Jerônimo Garcia Falleiros casou nessa capela em 1922, com Jupira Cardoso de Oliveira, neta do Major Cardoso. 
Esta capela seria demolida em 1928, quando em seu lugar foi construído um bangalô, que seria a residência do farmacêutico André Cardoso, filho caçula do Major Cardoso.
André Cardoso fora vereador e posteriormente, em 1930, ocupou a Prefeitura de nossa cidade
Mais tarde o bangalô foi adaptado para que nele residisse o prático de Farmácia, Pedro Poli, com sua Farmácia instalada na frente.
A capela foi inaugurada num dia bastante festivo, em que se comemorava a festa de São Joaquim, padroeiro da cidade, em 1904.
O doutor José Esmeraldo de Oliveira mudou-se para Franca, em 1905 e vendeu a sua casa de esquina e a capela para o Major Cardoso.
Na primeira eleição acontecida no povoado em 1903. o dr. José Esmeraldo de Oliveira foi eleito juiz de paz. 


A capela construída pelo médico Dr. José Esmeraldo de Oliveira(1) – Dr. Esmeraldo – (2)- Coronel Joaquim Lacerda Franco-(3)- Major Lindoldolfo de Carvalho- (4)- Ana Augusta Lacerda-(5)-Zenaide Junqueira irmã de (6)-Celso Torquato Junqueira-(7)-José Manuel Azevedo Marques-(8)-Dona Nenê –(9) Dr. Noronha –(10)- Dr. Antônio Torquato Junqueira.


A capela do largo da Matriz, de 1910, por ocasião do enterro da esposa do político Manoel Trindade. Na escada ao lado do sino aparece o velho Maito, sacristão na época. 


A primeira capela, na atual Praça 7 de setembro, que na época dessa foto em 1908, era conhecida como Largo da Matriz. Nessa ocasião foi erguido o cruzeiro, em frente à capela, entre duas palmeiras. Esse cruzeiro e as duas palmeiras só seriam arrancados em 3 de maio de 1927. O cruzeiro foi levado em procissão para o cemitério, onde está até hoje.


Padre Messias de Mello Tavares, padre de Nuporanga que atendeu os fiéis de São Joaquim até 1911. Ao seu lado, dona Ruth Guarany de Almeida, primeira professora da vila.
Fonte: Crônicas e fotos de São Joaquim da Barra, site administrado pelo professor Lúcio Falleiros, abaixo.



O FATÍDICO PÉ DE ARAÇÁ, EM CAPÃO BONITO, QUE DERRUBOU O AVIÃO "ANHANGUERA".



A queda do avião "Anhanguera", onde pereceram o deputado Manuel de Lacerda Franco e o capitão Messias Ribeiro, dois dos mais hábeis pilotos à época, deu-se no município de Capão Bonito no mês de agosto de 1929.
Um repórter do jornal "Estadão" esteve colhendo testemunhos sobre o triste episódio. Foi conversando com os caboclos Pedro e Augusto Moreira, do Bairro do Areado, na Serra do Mar, distante cerca de 30 quilômetros de Guapiara, na divisa de Capão Bonito com Iporanga, que ele soube que no dia 19 de agosto, à tarde, estavam os dois na roça de milho quando ouviram um barulho muito grande vindo dos lados da Casa de Pedra. 
Eles contaram que um vulto enorme teria passado por sobre a Casa, dado algumas voltas e, depois de um horrível estrondo, silenciou.
Só no dia seguinte, em Guapiara, é que os caboclos tomaram conhecimento que o avião "Anhanguera", com dois passageiros, estava desaparecido.
Pois os dois ficaram com  a pulga atrás da orelha e resolveram investigar por conta própria sobre o que teria ocasionado aquele barulhão na mata, no dia anterior, perto da sua roça.
Mas a chuva caía impiedosamente na região. Choveu por uns dez dias; só depois disso é que puderam enfrentar a caminhada e partiram em varredura mata adentro. 
E não é que os heróis encontraram o aludido avião?
Ato contínuo, comunicaram o fato ao 3o. Batalhão destacado em Capão Bonito e também aos caboclos Francisco Felício de Campos,  Joaquim Pedroso e Francisco Moreira.
Chegaram os guardas civis algumas horas depois: Jovino Dias de Almeida, Raphael Granco, José Wolfgang de Lima, Virgílio Montarrolo, Manuel Teixeira Santos, Antonio Ruy e os senhores Francisco Barreto, Antonio Cardoso, Polycarpo Xisto Paes e José Fernandes que, com auxílio de facões e machados fizeram uma picada de cerca de 500 metros e afinal chegaram ao banco de pedra onde estacionara o "Anhanguera".
Concluíram que o avião havia batido num pé de araçá, quase no cume da Serra e, capotando, ficara com a frente para baixo e as rodas para cima. 
Um pedaço da tela da asa ficou preso aos galhos da árvore.
Os cadáveres ainda estavam amarrados dentro do avião. 
O deputado Manuel de Lacerda Franco trazia ainda um cigarro na mão direita e na esquerda o mapa de São Paulo.
Ambos os corpos apresentavam as cabeças feridas, membros e costelas quebrados.
Pertences do deputado: 284 mil réis em dinheiro, um mapa paulista, um relógio-pulseira, um anel de ouro com escudo e uma aliança de platina.
Pertencentes ao capitão Messias: 3 anéis de ouro, uma chave de caixa postal, uma chave de porta, 3 outras chaves, um emblema indicativo, 409 mil réis, um emblema da Aviação, um relógio-pulseira de ouro, uma relíquia com a imagem de Nossa Senhora Aparecida e um talabarte.
Numa valise continha: um paletó, uma calça de casimira e um boné com o emblema da Força Pública.
Os corpos foram transportados em redes pelos caboclos até o Km 13, onde esperavam por eles: os drs. Valentim de Queiroz e Aníbal Teixeira de Carvalho e mais os cidadãos Pedro Chagas (delegado de Capão Bonito), dr. João Vieira de Camargo, Argemiro Vieira de Moraes, Capitão Saraiva, Salustiano Ramos, Sérgio de Albuquerque, Ayres de Souza (delegado regional), amigos e parentes das vítimas.
Os caixões vieram de São Paulo e deu-se o guardamento a noite toda por pessoas de destaque de Capão Bonito, da região e de São Paulo.
No dia 2 de setembro de 1929, às 7 horas, saiu o cortejo de Capão Bonito para Itapetininga, onde foram transladados, em trem especial, para a capital.  
Fonte: Estadão

BENEDITA SANTOS DE CAMARGO

DATA/LOCAL DO FALECIMENTO: 03/01/2014, ÀS 05:00 HS, EM ITAPETININGA. 
87 ANOS, 
CASADA COM ALCEU DE CAMARGO, ERA 
FILHA DE ABÍLIO SANTOS E MARIA DAS DORES E 
DEIXA OS FILHOS: ALÍPIO, JOSÉ, DIRCEU, JOSÉ ALENCAR E MARINEZ. 
SEPULTAMENTO: 03/01/2014, ÀS 17:30 HS, NO 
CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA, EM ITAPETININGA.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

MARIA AMÉLIA DE SOUZA PROENÇA

DATA/LOCAL DO FALECIMENTO: 02/01/2014, ÀS 07:00 HS, EM ITAPETININGA.
57 ANOS, 
CASADA COM ARISTIDES FERREIRA DE PROENÇA, ERA 
FILHA DE CÉLIO ANTONIO DE SOUZA E ALICE MARIA ALVES DE SOUZA E 
DEIXOU OS FILHOS VARÍNIA E JORGE. 
SEPULTAMENTO: 02/01/2014, ÀS 17:30 HS, NO 
CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA, EM ITAPETININGA.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

PASSAMENTOS EM ITAPÊ:

MARIA APARECIDA DA SILVA
DATA/LOCAL DO FALECIMENTO: 31/12/2013, ÀS 20:00 HS, EM ITAPETININGA. 
83 ANOS, 
DIVORCIADA, ERA 
FILHA DE PEDRO AMÂNCIO DA SILVA E FRANCISCA THEODORA DOS SANTOS SILVA E 
DEIXOU O FILHO MARCOS. 
O SEPULTAMENTO DEU-SE HOJE, ÀS 15:00 HS, NO 
CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA, EM ITAPETININGA.

GENTIL DOMINGUES VIEIRA
DATA/LOCAL DO FALECIMENTO: 01/01/2014, ÀS 04:20 HS, EM ITAPETININGA.
77 ANOS, 
CASADO COM A SENHORA DALILA DA CRUZ GONZAGA VIEIRA, ERA 
FILHO DE ANTONIO DOMINGUES VIEIRA E MARIA AUGUSTA VIEIRA E 
DEIXOU OS FILHOS GENTIL E RUTE. 
SEPULTAMENTO: LOGO MAIS ÀS 17:30 HS, NO 
CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA, EM ITAPETININGA.

ROSALINA TEREZA SEBASTIÃO
DATA/LOCAL DO FALECIMENTO: 01/01/2014, ÀS 11:40 HS, EM ITAPETININGA. 
89 ANOS, 
VIÚVA DE OLÍMPIO SEBASTIÃO, ERA FILHA DE SALVADOR DE 
MONTE AIRES E LEOPOLDINA DIAS VIEIRA E 
DEIXA OS FILHOS: JOSÉ, OSVALDO, RUTE, ESMAEL, IZABEL, DINA, MARTA, GEMIMA, 
RUBENS, IRENE E SUZENI. 
SEPULTAMENTO: 02/01/2014, ÀS 10:00 HS, NO 
CEMITÉRIO JARDIM COLINA DA PAZ, EM ITAPETININGA.