terça-feira, 4 de outubro de 2016

RUBINÉIA COMPLETOU 65 ANOS NO DIA DE ONTEM




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A ORIGEM
Rubinéia, cidade fronteira, surgiu do amor. Matrimonial e telúrico. O topônimo é a fusão eufônica e carinhosa de Rubens e Néia (Nair) marido e mulher que tanto se amaram, e que possuíam a terra onde hoje ergue-se a cidade. 
Ele, Rubens de Oliveira Camargo, pioneiro da região, homem destemido e desbravador, destacou-se, na curta vida que teve, pelo bandeirantismo moderno, de plantador de civilização. Rubens, que a morte cortou cedo num desastre de avião, em plena campanha eleitoral, quando candidato único a primeiro prefeito de Santa Fé do Sul, tinha a ânsia de transformar a terra em agente de progresso, de fazer brotar de cada árvore caída uma casa, um lar... 
Foi herói, sem o saber. 
Seu trabalho não se prendeu em garantir posses, sua atividade não se perdeu em fazer fazendas: seu amor telúrico foi tanto que, a terra ele se dedicou de corpo e alma na paixão incontida de somente amar. 
Rubens de Oliveira Camargo sabia que os trilhos da Estrada de Ferro Araraquara chegariam às barrancas do Rio Paraná, cortando suas terras, como a trilha centenária dos tropeiros do Porto Tabuado. 
Sabia que forçosamente no terminal da via férrea surgiria uma cidade. 
Não aguardou, contudo, a valorização, para entregar caro parte de suas terras - que ele tanto amava. 
Era desprovido do egoísmo, do amor possessivo. Planejou, então, o loteamento, vender era o que menos lhe interessava. Para quem quisesse vir à sua Rubinéia havia sempre um lote ainda não compromissado, não vendido, que era doado. 
Condição? Construir, mesmo que fosse à suas expensas. 
Bruno Nilsen e Júlio Montanari, vizinhos das terras de Rubens, abrem por volta de 1950, às primeiras propriedades agrícolas, e sabem eles também que a terra é dadivosa, que todos os sacrifícios são compensados pelas benesses de colheitas exuberantes. Pouco importa que cá ou lá haja o mistério da terra intangida. Para que o medo do conhecimento e do chão ferido pelo aço benfazejo, das ferramentas há de surgir o progresso, a fortuna?

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Em 1951,aparecem na terra onde Rubinéia com amor foi plantada, os primeiros povoadores. Deles o destaque todo especial a Bento Félix da Silva, o pioneiro autêntico, cujo amor à terra se equipara a paixão do fundador. Félix muda-se para Rubinéia no primeiro momento, quando não havia ainda casa alguma. Seus pertences, por alguns dias que sob frondosa árvore, um velho ipê, tão resistente quanto sua fibra. A primeira casa que ele constrói, surge rapidamente. Montanari fabrica-lhe os tijolos a madeira dá-lhe a própria terra. É uma grande casa, com portas para salão comercial, para a venda, que logo a seguir se abre. É bem verdade que pouco antes já havia um boteco, com o sugestivo nome de Fecha Nunca, atendia aos poucos viajantes que demandavam ao Porto Tabuado é certo também, que Chiquinho, nos acampamentos dos tropeiros, já bebericava em torno de histórias de um tempo que nunca existiu é real, ainda, que os camaradas do Coronel João Lara, da velha Fazenda Santa Fé, para cá vinham em busca de cachaça e aventuras. Mas às aventuras, os acampamentos, o Fecha Nunca, foram sombreados pelo Boteco do Felix, com três garrafas na prateleira e uma conversa extraordinária atrás do balcão. Por volta de 1952, aporta na vila que então nascia, Manoel Cândido de Azevedo, que monta uma tosca serraria. Ele mesmo, auxiliado por outros poucos pioneiros, derruba, na atual Praça da Matriz, duas velhas aroeiras e, ali mesmo, a machado, lavra o lenho para erigir o Cruzeiro. 
Em 03 de outubro daquele ano, sob a invocação de Santa Terezinha, pedem ao céu a proteção à urbe que nascia. Lá está silenciosa, a orar, Dona Maria Campeira, senhora de tantas virtudes e variado conhecimento, que sabia como ninguém o benzimento para a cobra venenosa, a oração para quebranto, às mezinhas para a maleita, o emplasto para as dores sem nome. 
Lá estavam observando atentos, o Padre Walter a reproduzir o mistério da fé, José Gimenes, o hoteleiro, Nicola Balbi, Euclides, Moacir Ribeiro da Silva, Antônio Spinoza e mais uma vintena de pessoas.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
O Distrito de Rubinéia foi criado através do Decreto Lei Quinquenal de 1953, através do trabalho de Rubens de Oliveira Camargo junto aos líderes de Santa Fé do Sul e ao representante da região na Assembleia Legislativa, o Deputado Salles Filho. Pouco antes, contudo, o então Governador Lucas Nogueira Garcez, dava por inaugurada a Estrada de Ferro. 
Os passageiros que demandavam a Mato Grosso, não raro, chegavam a Rubinéia e para percorrer os quatro quilômetros de estrada, entre a estação e o Porto, levavam um dia: a estrada que margeava o rio era um atoleiro só, que somente um carro de boi com cinco juntas conseguia transpor. A estrada de ferro foi indubitavelmente, um fator de progresso para a cidade, não só pelo considerável número de empregados que para cá trouxe, como também pelos melhoramentos que fez surgir. 
Em 1952, quando Rubinéia já possuía perto de 600 eleitores, surgiu liderada pelo então vereador Osmar Antônio Moraes, a campanha pela emancipação política, campanha essa que teve destacado o trabalho do presidente do partido político situacionista, Manoel Cândido de Oliveira. 
Foi necessário, para a emancipação de Rubinéia, um intenso trabalho junto à Assembleia Legislativa, posto que o governador do estado da época vetava à criação do município.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Finalmente, Rubinéia foi emancipada politicamente, através do Decreto Lei Estadual n° 8092, em 28 de fevereiro de 1964. Seus primeiros mandatários foram empossados a 20 de março de 1965, e foram constituídos: Prefeito, Osmar Antônio Novaes, Vice-prefeito, Lázaro Gonçalves da Silva e Vereadores: Carlos Sampaio, Selestrino Pereira da Silva, Sebastião André de Paula, Manoel Bispo de Aragão, Agenor Oliveira Dias, Manoel Dias, Jesus Honório, Geraldo Rodrigues da Silva e Elias Pereira Machado. 
O município está localizado no extremo noroeste do Estado de São Paulo,na mesorregião de São José do Rio Preto e microrregião de Jales.

TURISMO
Com o represamento do Rio Paraná, e a consequente formação do Lago da Ilha Solteira, abriram-se excelentes perspectivas turísticas para o município. 
Às margens do lago estão construídos dezenas de ranchos e vários clubes e colônias de férias já construíram suas sedes, tais como: Centro do Professorado Paulista (CPP), Associação dos Servidores Municipais de Rubinéia, Santa Fé do Sul e do Departamento de Estradas e Rodagem (ASDER) e Esporte Clube Banespa de Santa Fé do Sul. 
Foi construída (a 1000 metros da sede municipal), pela municipalidade local, em convênio com a Secretaria de Esportes e Turismo do Estado, uma praia artificial, e que nos finais de semana recebe um grande número de banhistas de diversas partes da região.
Autor do Histórico: Benevaldo Júlio Cardoso 

MAGDA: 63 ANOS DE HISTÓRIAS


Por volta de 1.920, localizaram-se nas proximidades do rio São José dos Dourados os primeiros desbravadores da região onde se acha a cidade de Magda. 
Miguel Caselli e Francisco Pereira foram os primeiros que se localizaram nas terras iniciando suas lavouras, no decorrer do ano de 1.925, dando, em seguida, o povoamento e exploração da terra por elementos ávidos de solo virgem. 
A povoação fo1 fundada pelo Coronel João Braga, a quem coube fazer doação do patrimônio destinado à sua localização. em 05 de março de 1.929. 
Nesta mesma data foi celebrada a primeira missa no local, em tosco altar, oficiada pelo Vigário de Monte Aprazível. Padre Agostinho dos Santos Pereira. 
A 30 de novembro de 1.944 pelo Decreto Lei no 14.334, foi elevado a distrito de paz. 
O rápido desenvolvimento da lavoura possibilitou sua elevação a município, que se deu pela lei n° 2.456, de 30 de dezembro de 1.953, constituído de um único distrito, pertencente à Comarca de Nhandeara.
Fonte: PM local.
 

CLAUDEMIR ROSA DOS SANTOS

FALECIMENTO: 04/10/2016, ÀS 06:40 HS, EM ITAPETININGA.
42 ANOS, APOSENTADO, SOLTEIRO, FILHO DE GERALDO ROSA DOS SANTOS E NAIR DE ANDRADE SANTOS, NÃO DEIXA FILHOS.
VELÓRIO: NA RESIDÊNCIA DA FAMÍLIA.
SEPULTAMENTO: 05/10/2016, ÀS 09:00 HS, NO CEMITÉRIO MUNICIPAL DO BAIRRO DOS COCAIS, EM SARAPUÍ.
 
 
 

MARIA LUIZA DE QUEIROZ SILVA

Resultado de imagem para florzinhas amarelasFALECIMENTO: 04/10/2016, ÀS 07:00 HS, EM ITAPETININGA.
86 ANOS, VIÚVA DE RAMIRO ANTONIO DE QUEIROZ, FILHA DE OLIVEIRA PAULINO DA SILVA E HERMINIA MARTINS DE SIQUEIRA, DEIXA OS FILHOS: PEDRO, VERA, PERLA, LÁZARO, TEREZA, ÁGUIDA E ARI.
SEPULTAMENTO: 04/10/2016, ÀS 17:00 HS, NO CEMITÉRIO MUNICIPAL DE GUAREÍ.
 

FRANCISCA MARIA DA SILVA SOUTO

FALECIMENTO: 04/10/2016, ÀS 08:00 HS, EM RIBEIRÃO GRANDE.
65 NOS, APOSENTADA, CASADA COM DIONÍZIO FERREIRA SOUTO, FILHA DE JUSTINO SILVÉRIO DA SILVA E CANDIDA MARIA DA SILVA, DEIXA OS FILHOS: ROSA, REINALDO E RICARDO.
VELÓRIO: NA RESIDÊNCIA DA FAMÍLIA.
SEPULTAMENTO: 05/10/2016, ÀS 09:30 HS, NO CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA, EM CAPÃO BONITO.
 

CRUZEIRO, TERRA DE VANUSA

Vanusa Santos Flores, cantora e compositora, nasceu em Cruzeiro SP, em 22/9/1947. 
Criada em Uberaba e Frutal (MG), desde cedo estudou violão e aos 16 anos iniciou-se como cantora, atuando como crooner do conjunto Golden Lions.
Apresentando-se em bailes de diversas cidades da região do triângulo mineiro, foi descoberta por Sidney Carvalho, que trabalhava para a firma publicitária Prosperi, Magaldi & Maia. 
Transferindo-se para São Paulo, foi lançada como concorrente da cantora Wanderléa, na época a intérprete de maior sucesso do gênero iê-iê-iê. 
Em 1966, no auge do movimento da Jovem Guarda, estreou no programa Eduardo Araújo, o Bom, transmitido pela TV Excelsior. Contratada pela RCA Victor, obteve sucesso com a gravação Pra nunca mais chorar (Carlos lmperial e Eduardo Araújo). Juntamente com o cantor Wanderlei Cardoso e o comediante Renato Aragão, atuou no programa Adoráveis Trapalhões, na TV Record, de São Paulo. 
Em 1970 estreou como compositora, gravando na RCA Victor a canção Mundo colorido. 
No ano seguinte, participou do VI FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro RJ, com Namorada (com Antônio Marcos) - vide gravação acima. 
Prêmio de revelação feminina no festival de Piriapolis, Uruguai, em 1974, obteve um de seus maiores sucessos de intérprete e autora com Manhãs de setembro (com Mário Sierra). 
Em 1980, obteve o terceiro lugar no Festival de Seul, Coréia do Sul, com a música Mágica loucura (com Augusto César Vannucci). 
Gravou vários LPs na década de 1980, bem como teve lançadas coletâneas de sua obra. 
Em 1991 obteve o quinto lugar do Festival Estrela de Ouro, em Viña del Mar, Chile, com Quando o amor termina (com Sérgio Augusto). 
Lançou em 1997 sua autobiografia Vanusa - a vida não pode ser só isso!, São Paulo, Editora Saraiva. 
Continua apresentando-se em shows pelo Brasil.

Fonte: Dr. Pintassilgo

CRIZEIRO, A CIDADE MENINA, ANIVERSARIOU: 115 ANOS!

 
Quando Mauá revolucionou a economia nacional com seus planos admiráveis, e as duas maiores cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro, exigiam melhores comunicações pois, era rudimentar a via, então, existente, nasceram assim, a estrada de Ferro Dom Pedro II e, junto aos trilhos, a cidade de Cruzeiro.
A cidade surgiu por imposição de uma situação geográfica extraordinariamente feliz, pois está no meio do caminho de dois grandes centros econômicos – São Paulo e Rio de Janeiro.
Na segunda metade do século XVIII, já era tão importante que se erigiu em Curato, circunscrito ao de Lorena.
Em 1781, o sargento-mor Antonio Lopez da Lavra iniciou a construção da Igreja, inaugurada seis anos depois sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição do Embaú.
Embaú foi a Vila “mater” da cidade de Cruzeiro. O nome Embaú tem várias acepções, podendo significar: bica, garganta, beber ao extremo ou derradeira aguada.
Sob o influxo do ouro das Gerais desenvolveu-se o povoado. 
Por meio de Embaú é que se despejava o comércio das gerais para o litoral através do “Caminho dos Guaiases”, que passando por Guaratinguetá e Cunha, chegava a Parati. 
Impulsionado por esse comércio, Embaú evoluiu o suficiente para elevar-se a categoria de freguesia a 19 de fevereiro de 1846, e a Vila pela lei nº 8, de 6 de março de 1871. 
O interessante é que a Vila recebeu o nome de Nossa Senhora da Conceição do Cruzeiro. O nome atribuído à antiga povoação de Embaú, refere-se ao marco divisório, em forma de Cruz, mandado construir no alto da serra, entre Minas e São Paulo.
Em 1880, a Vila do Embaú possuía 11.000 habitantes e exportava das suas 55 fazendas, cerca de 30.000 arrobas de café. Havia 20 estabelecimentos comerciais. Daí por diante, entretanto, sua evolução para a povoação decresce até ser absorvida por Cruzeiro que nasceu do seu território. A oito quilômetros mais ou menos de Embaú, situava-se a Fazenda Boa Vista, em cujo pátio, nasceu a cidade de Cruzeiro.
Suas terras foram, inicialmente, possuídas como devolutas, por Manoel de Moraes Pinto que as vendeu em 1778 ao Tenente-Coronel Henrique Dias de Vasconcelos. Falecendo este último, sua esposa, e herdeiros passaram-nas por troca, a Joaquim Ferreira da Silva que foi o primeiro marido de Dona Fortunata Joaquina do Nascimento. Casou-se esta senhora, em segundas núpcias, com o Capitão Antonio Dias Telles de Castro que comprou do outro herdeiro de Ferreira da Silva as terras restantes até o Riacho Lavrinhas. Por fim, enviuvando uma segunda vez, consorciou-se Dona Fortunata, que já era bastante idosa com Manoel Freitas Novaes. Vieram, deste modo, ter às mãos do futuro fundador de Cruzeiro as terras da Fazenda Boa Vista. 
Entre Lavrinhas e Cachoeira, localizada banhadas pelo Paraíba, executa este rio um vasto arco ao meio do qual, pela margem esquerda, erguia-se a Fazenda Boa Vista, pertencente ao Major Novaes. Diz a tradição que o traçado da Estrada de Ferro D. Pedro II deveria passar pela outra margem do rio, diretamente de Lavrinha e Cachoeira, mas que por pedido ou influência política do Major Novaes, foi modificado o antigo traçado e a estrada encaminhou-se pela margem esquerda do rio, proporcionando a oportunidade necessária para a criação da cidade, e assim, da estação de Cruzeiro, denominada primeiramente, Estação do Cruzeiro, por existir no local um Santo Cruzeiro.
Poucos anos após, a população já havia crescido bastante, e assim as casas foram se alinhando entre a Estação e Santa Cruz no trecho equivalente, hoje, à rua Engenheiro Antonio Penido.
Ao iniciar-se o período republicano, a povoação adstrita à Estação de Cruzeiro já evidenciava apreciável desenvolvimento.
Em 12 de abril de 1890, pela Resolução nº 44, o Presidente do Estado, Dr. Prudente de José de Moraes Barros, declarou de utilidade publica e mandou desapropriar terrenos na Estação do Cruzeiro, abrangendo uma área de 36 hectares e 56 ares.
Com as mesmas divisas, o distrito policial da Estação do Cruzeiro criado em 15 de abril de 1878, pelo Decreto nº 143, de 30 de março de 1891, do Governador Dr. Américo Brasiliense, tornou se distrito de paz e ainda pelo mesmo governador foi assinado o Decreto nº 190, de 30 de junho do mesmo ano, elevando o distrito de paz à categoria de Vila, com a denominação de Vila Novaes (Município).
O Município de Vila Novaes teve existência passageira, com o golpe de Estado que Depôs o Governador, assumiu o Governo do Estado o Dr. José Alves de Cerqueira César, que anulou os decretos do seu antecessor.
Pelo aviso nº. 2007, de 31 de outubro, a Câmara foi autorizada a dar aforamento aos terrenos desapropriados na Estação de Cruzeiro, em virtude da Resolução nº. 44 de 12 de abril de 1890.
Pela lei nº. 789 de 2 de outubro de 1901, foi transferida a sede do município do distrito de Embaú para o distrito de Estação do Cruzeiro, com a denominação de Cruzeiro, instando-se a Câmara Municipal e na sua nova sede em 30 de novembro de 1901;
Pelo decreto nº. 6447, de 19 de maio de 1934, foi criada a Comarca de Cruzeiro, cuja instalação deu-se a 12 de Outubro de 1934.
Fonte: Dr. Pintassilgo