quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Escravos de 1872 a 1888.


Lista de escravos do século XIX.


Encontra-se no acervo Jair Toledo Veiga uma relação de escravos solicitada pelo Governador de Piracicaba do ano de 1872 a 1888.
A tabela de escravos está dividida em ano, dia, mês, nome do escravo, idade e senhor.
Em 1872, foram registrados 39 escravos, e em 1888 4 nomes foram registrados.
Os escravos listados não possuem sobrenome algum, a maioria dos nomes são comuns hoje em dia, como Maria, Rita, José e Rosa. Já o de seus senhores consta nome e sobrenome.
O escravo mais novo, de nome Luiz, foi registrado em 1897 com apenas sete messes. E a maior idade registrada foi de 110 anos, com cerca de seis pessoas com essa idade. Pode-se perceber pelo documento que a maioria dos escravos possuía de 60 a 80 anos de vida.

Leniara Santos Aluna do terceiro semestre de História da UNIMEP.
Pesquisa Realizada no acervo Jair Toledo Veiga.

BOLO DE MANDIOCA DA DONA ERMEZINDA.



DONA ERMEZINDA G. DO PRADO, DE ASSIS, TEVE SUA RECEITA DE BOLO DE MANDIOCA PUBLICADA PELA REVISTA MANEQUIM DE DEZEMBRO DE 1.997:



Numa vasilha grande, misture bem 2 xícaras mais 3/4 de mandioca crua ralada com 2 xícaras de açúcar, 100 gramas de queijo ralado, 4 colheres (das de sopa) de manteiga, 1 xícara de farinha de trigo, 4 ovos, 1 colher (das de sopa) de fermento em pó.
Coloque a massa numa forma de alumínio, untada com manteiga e farinha de trigo.
Leve a assar em forno moderado pré aquecido, por 40 minutos ou até que, ao enfiar um palito, este saia seco.

domingo, 11 de novembro de 2012

A PRETA GUILHERMINA.



Em 8 de Setembro de 1890, a Preta Guilhermina, sem a necessária licença de seu marido Lourenço Evaristo, vem à cidade para assistir um samba. No dia seguinte, ele a reprovou por ter ido à festa sem sua permissão, levando-os a uma discussão, que, conforme as testemunhas que moravam ao lado, podia-se escutar.
Logo após a briga, segundo Lourenço Evaristo, quando conversava com sua tia, Guilhermina veio armada com um machado e por trás deu-lhe uma machadada na cabeça.
Ela foi presa em flagrante e ele foi socorrido pelos vizinhos.
Esse e mais 13.000 processos, de variados fins, podem ser encontrados no Espaço Memória Piracicabana, no vasto acervo do Fórum. A relação dos processos pode ser consultada no site http://www.unimep.br/ccmw/espaco-memoria.html

TRAGÉDIA EM PIRACICABA



Em julho de 1941 ocorreu o suicídio de J. e de sua esposa E..
Tudo aconteceu de acordo com o testemunho do filho do casal e de mais três pessoas que confirmaram o que ele disse.
Sua mãe E., havia sofrido um acidente há mais de oito meses fraturando a perna e arrastando-se com dificuldade. 
Não podendo mais suportar o padecimento, na madrugada do dia 13 de julho de 1941, E. atirou-se no poço da família Castilho, num terreno vizinho.
O marido J., dando por falta da esposa na cama, ao amanhecer, saiu para procurá-la, tendo encontrado seu corpo já sem vida.
Aproveitando a chegada dos vizinhos, J. deixou o local se dirigindo a sua casa, onde, não suportando a dor de perder sua companheira, com mais de 50 anos de casado, deu dois tiros em sua própria cabeça, sendo o segundo o causador de sua morte.
Esta documentação pode ser encontrada no Acervo Judiciário, que está no Espaço Memória Piracicabana. 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

"FOLHA POPULAR".


Esse jornal foi fundado no ano de 1.931 em Capão Bonito.
No ano de 1.931, tinha como redator o senhor Joaquim R. Gomes, como diretor o senhor Júlio Gomes e como gerente o senhor J. P. Araujo Filho.
Não consta o endereço.
No ano de 1.945, o diretor continuou sendo o senhor Júlio Gomes e tinha vários colaboradores.
A redação e as oficinas localizavam-se à Rua Floriano Peixoto, 18, em Capão Bonito.
Estava filiado à API - Associação Paulista de Imprensa e registrado no DIP - Departamento de Imprensa e Propaganda.
Dois exemplares dele me foram doados por Paulo Manoel Silva Filho: o número 19, de 1.931, e o número 483, de 1.945.
Devemos o prazer de conhecer desses  exemplares a Mário Augusto de Medeiros, avô de Paulo, e a este, por prezar o passado como poucos.




AURÉLIO MONTICELLI E FRANCISCA MENDES DE QUEIROZ

Realizou-se no dia 11 de abril de 1.931, em Capão Bonito, o consórcio do senhor Aurélio Monticelli com a senhorita Francisca Mendes de Queiroz, gentil filha do senhor Antonio M. da Silva.
Serviram de padrinhos, no religioso, por parte do noivo, o senhor Satinato Monteiro e no civil, o senhor João Ruy Dias; por parte da noiva, no religioso e no civil, o senhor Antonio Caetano de Queiroz.
- in "Folha Popular", de Capão Bonito, edição  12 de abril de 1.931.

ANTONIO FERREIRA VAZ E JANDYRA BARRETO

EDITAL DE CASAMENTO:

Faço saber que pretendem se casar: Antonio Ferreira Vaz e Jandyra Barreto, ambos solteiros, domiciliados e residentes neste Districto.
O contrahente é natural deste Districto, nascido em 15 de Agosto de 1908, negociante, filho legitimo de Satyro José Vaz e de Porfiria Brasilia do Espirito Santo.
A contrahente é natural deste Districto, nascida em 25 de Janeiro de 1914, de prendas domesticas, filha legitima de Faustino Barreto de Oliveira e de Honorina Rodolpho de Oliveira.
Apresentaram os documentos exigidos pelo art. 180, nos. I, II, III e IV do Codigo Civil.
Si alguem souber de algum impedimento, opponha-o na forma da lei.
Lavro o presente para ser affixado em cartorio e publicado na "Folha Popular" desta cidade.
Capão Bonito, 9/4/1931.
O Official José Maria Lopes Teixeira.