terça-feira, 31 de dezembro de 2019

PASSAMENTOS DIA 30/12/2019:


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MIGUEL GOMES NOGUEIRA 
FALECIMENTO: 30/12/2019, EM ITAPETININGA.
79 ANOS, 
APOSENTADO, 
CASADO COM LUCINDA LEME CORREA NOGUEIRA, 
FILHO DE QUINTINO GOMES NOGUEIRA E ANA ANTERO DE PROENÇA, 
DEIXA OS FILHOS: TÂNIA, MIGUEL E THIAGO.
SEPULTAMENTO: 31/12/2019, ÀS 08h00, NO 
CEMITÉRIO MUNICIPAL DE ALUMÍNIO.

ISALTINA MARIA DOS SANTOS 
FALECIMENTO: 30/12/2019, EM ITAPETININGA.
93 ANOS, 
DOMÉSTICA, 
CASADA COM JOÃO ANTUNES DOS SANTOS, 
FILHA DE JOÃO DE OLIVEIRA ROCHA E MARIA JUSTINA DE JESUS, 
DEIXA OS FILHOS: LURDES, ANTONIO, MARIA INÊS, JOSÉ VALTER, JOSÉ RAIMUNDO E MAURO.
VELÓRIO: NA RESIDÊNCIA DA FAMÍLIA.
SEPULTAMENTO: 31/12/2019, ÀS 11h00, NO 
CEMITÉRIO JARDIM COLINA DA PAZ, EM ITAPETININGA.

Fonte: Funerária Camargo.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

PASSAMENTOS:

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MARIA FRANCISCA TELLES
FALECIMENTO: 29/12/2019, ÀS 20h42, EM ITAPETININGA.
101 ANOS, 
APOSENTADA, 
VIÚVA DE ALCIDES TELLES, 
FILHA DE PEDRO CECÍLIO DO AMARAL E MARIA EMÍLIA BAPTISTA, 
DEIXA OS FILHOS: ZILDA, ANTONIO, JENI, FRANCISCO ROBERTO, LUIZ CARLOS, TEREZINHA DE JESUS, NELSON E DOMINGOS.
SEPULTAMENTO: 30/12/2019, ÀS 16h00, NO 
CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA, EM ITAPETININGA.

BENEDITO MOLINARI DA SILVA
FALECIMENTO: 29/12/2019, ÀS 09h33, EM ITAPETININGA.
71 ANOS, 
APOSENTADO, 
VIÚVO DE MARIA HELENA DOMINGUES DA SILVA, 
FILHO DE JORGE JOAQUIM DA SILVA E CATARINA CANDERA MOLINARI, 
DEIXA OS FILHOS: IVONE, PAULA, VIVIAN, MARCOS, MÁRCIO E FÁBIO.
SEPULTAMENTO: 30/12/2019, ÀS 08h30, NO 
CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA, EM ITAPETININGA.

MIGUEL GOMES NOGUEIRA
FALECIMENTO: 30/12/2019, ÀS 05h07, EM ITAPETININGA.
79 ANOS, 
APOSENTADO, 
CASADO COM LUCINDA LEME CORREA NOGUEIRA, 
FILHO DE QUINTINO GOMES NOGUEIRA E ANA ANTERO DE PROENÇA, 
DEIXA OS FILHOS: TÂNIA, MIGUEL E THIAGO.
SEPULTAMENTO: 31/12/2019, ÀS 08h00, NO 
CEMITÉRIO MUNICIPAL DE ALUMÍNIO/SP.

RALFE RODRIGUES ANTUNES
FALECIMENTO: 29/12/2019, ÀS 22h19, EM ITAPETININGA.
77 ANOS, 
APOSENTADO, 
CASADO COM MARIA APARECIDA LEITE ANTUNES, 
FILHO DE ANTONIO MOREIRA ANTUNES E CESARINA MARIA RODRIGUES, 
DEIXA A FILHA JOCICLÉIA.
VELÓRIO: NA RESIDÊNCIA DA FAMÍLIA.
SEPULTAMENTO: 30/12/2019, ÀS 15h00, NO 
CEMITÉRIO MUNICIPAL DE PARANAPANEMA.

JOANA DE BARROS
FALECIMENTO: 29/12/2019, ÀS 18h40, EM ITAPETININGA.
90 ANOS, 
APOSENTADA, 
SOLTEIRA, 
FILHA DE LUIZ SOBRINHO DE BARROS E MARIA PEREIRA DA SILVA, 
NÃO DEIXA FILHOS.
SEPULTAMENTO: 30/12/2019, ÀS 14h00, NO 
CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA, EM GUAREÍ.

Fonte: Funerária Camargo.

domingo, 29 de dezembro de 2019

PASSAMENTOS:




MARIA DAS NEVES DE OLIVEIRA 
FALECIMENTO: 27/12/2019, ÀS 23h55, EM MAIRIPORÃ.
58 ANOS, 
APOSENTADA, 
DIVORCIADA, 
FILHA DE CORNÉLIO ROLIM DE OLIVEIRA E JACYRA VAZ DE OLIVEIRA, 
DEIXA AS FILHAS CLÁUDIA E GISLAINE.
SEPULTAMENTO: 29/12/2019, ÀS 08h00, NO 
CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA, EM ITAPETININGA.

AMADEU DE RAMOS CORREA 
FALECIMENTO: 29/12/2019, ÀS 02h15, EM ITAPETININGA.
83 ANOS, 
APOSENTADO, 
VIÚVO DE ADOLFINA DE ALMEIDA CORREA, 
FILHO DE CHRISTIANO CORREA DE OLIVEIRA E VICTALINA CORREA DE OLIVEIRA, 
DEIXA OS FILHOS: REINALDO, MARILENA, AMADOR, TEREZA E CLÁUDIA.
SEPULTAMENTO: 29/12/2019, ÀS 17h00, NO 
CEMITÉRIO DO SANTÍSSIMO, EM ITAPETININGA.

MARINA DANTOLA 
FALECIMENTO: 29/12/2019, ÀS 03h50, EM ITAPETININGA.
58 ANOS, AP
OSENTADA, 
SOLTEIRA, 
FILHA DE IZAEL DANTOLA E RUTH FERREIRA DANTOLA, 
DEIXA A FILHA JÉSSICA.
SEPULTAMENTO: 29/12/2019, ÀS 16h00, NO 
CEMITÉRIO DO BAIRRO MORRO DO ALTO, EM ITAPETININGA.

HELIO FIUZA DE TOLEDO 
FALECIMENTO: 28/12/2019, ÀS 10h20, EM ITAPETININGA.
69 ANOS, 
APOSENTADO, 
CASADO COM TEREZA SIMÕES TOLEDO, 
FILHO DE ARGEMIRO FIUZA DE TOLEDO E JOAQUINA LAEIXO MACHADO, 
DEIXA OS FILHOS: REGINALDO, ROSELI, ROSELEIA, ROSEMIRO, ROBERTO E RENATA.
SEPULTAMENTO: 29/12/2019, ÀS 09h00, NO 
CEMITÉRIO MUNICIPAL EM CAMPINA DO MONTE ALEGRE.

Fonte: Funerária Camargo.

BOAS FESTAS!

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Matriz Centenária de Santa Maria (Jaguariúna - SP)




A Igreja Matriz de Santa Maria, também conhecida como Matriz Centenária, foi construída por ordem do Coronel Amâncio Bueno, que era proprietário de terras na região do que hoje conhecemos por Jaguariúna, como parte de um projeto de urbanização consciente e deliberado, resultante do desmembramento de terras da Fazenda Florianópolis. Curiosamente, ao contrário do que era prática mais ou menos usual na época em muitas localidades, em que ruas e casas surgiam sem grande organização, o Coronel Amâncio Bueno contratou um engenheiro, Wilhelm Giesbrecht, para planejar o que viria a ser a Villa Bueno, na qual a Igreja Matriz deveria ocupar um lugar de destaque, e o arruamento adjacente, sempre que possível retilíneo, levava em conta a existência do rio Jaguari e a possibilidade de eventuais inundações.
As obras de edificação começaram em 1889, sendo a conclusão datada de 1894, resultando em um templo no estilo gótico-bizantino. Ainda durante a construção, a Paróquia de Santa Maria foi devidamente oficializada em fevereiro de 1892. Obras posteriores tornaram a praça defronte à igreja particularmente importante, já que nela instalou-se um primeiro chafariz, destinado ao abastecimento de água para a população que se estabeleceu nos arredores. Na mesma praça foi colocado, ainda no século XIX, um monumento comemorativo à iniciativa do Coronel Amâncio Bueno quanto à edificação da igreja, que está muito bem preservado (foto, à esquerda).

In Historia & Outras Historias.

A ESCRAVA JOAQUINA


As principais leis abolicionistas anteriores à Lei Áurea (1888) foram a Lei Eusébio de Queirós (1850), que determinou a abolição do tráfico de africanos para o Brasil, a Lei do Ventre Livre (1871), que tornava formalmente livres os filhos de mães escravas nascidos a partir da data em que a lei passou a vigorar, e a Lei dos Sexagenários (1885), verdadeiro absurdo que, ao mesmo tempo em que alforriava os escravos idosos, isentava os antigos senhores de qualquer responsabilidade para com eles. 
Entretanto, havia um outro modo pelo qual um escravo poderia vir a ser livre: a compra da liberdade. 
Vamos ver um exemplo disso.
Em 16 de janeiro de 1873, na cidade de Campinas, uma escrava de nome Joaquina apresentou-se diante da autoridade competente, alegando querer resgatar a própria liberdade, para o que apresentou a quantia de trezentos mil réis. Afirmava ela que, por ser idosa (tinha mais ou menos cinquenta anos) e por estar incapacitada para o trabalho, não deveria valer mais do que duzentos mil réis. 
Seguindo a tramitação normal, o senhor, Bernardo Novaes, foi chamado a uma primeira audiência para escolher em uma lista as pessoas que deveriam arbitrar o valor da escrava. Enquanto transcorria o processo de manumissão, Manoel Ferraz de Campos Sales (futuro presidente da República) foi nomeado curador de Joaquina, e o pecúlio de trezentos mil réis que ela apresentara foi depositado em mãos de Augusto Klein. 
Posteriormente, a escrava foi avaliada em duzentos mil réis, sendo a importância entregue a dona Maria Benedita do Carmo, esposa de Bernardo Novaes e legalmente curadora de seus bens. 
Por solicitação de Campos Sales, os restantes cem mil réis foram entregues à libertanda e, finalmente, para concluir o processo, Joaquina recebeu a "carta de alforria", que transcrevo:

"O Dr. Francisco Gonçalves da Silva, Juiz Municipal nesta cidade e termo de Campinas.
Faço saber aos que esta virem que a preta Joaquina, de cinquenta anos, foi por este Juízo declarada liberta por sentença de vinte de março do corrente ano, visto exibir a quantia de duzentos mil réis, valor arbitrado para sua liberdade nos respectivos autos, que foi recebida pela curadora de seu ex-proprietário Bernardo Novaes; portanto fica ela de hoje em diante livre como se assim nascesse, na forma da respectiva lei. E para seu título mandei passar a presente que vai por mim assinada.
Campinas, 22 de março de 1873.
Eu, José Henrique Pontes, escrivão, que isso escrevi." (*)

Esse belíssimo e emblemático documento não deixa de sugerir algumas considerações:
A escrava, dizendo-se idosa e sem condições para o trabalho, afirmava ter aproximadamente cinquenta anos. Isso não chega a ser surpreendente, já que as péssimas condições de vida da imensa maioria dos escravos geralmente conduziam a uma invalidez precoce;
De onde veio o dinheiro para a alforria? Talvez nunca venhamos a saber, mas uma possibilidade está relacionada ao surgimento, por essa época, de diversos clubes abolicionistas, que se empenhavam por levantar fundos para a compra da liberdade dos cativos;
Outro detalhe interessante é que o processo transcorreu rapidamente (pouco mais de dois meses), aparentemente sem obstáculos por parte do proprietário ou de sua curadora. Havia senhores, porém, que colocavam dificuldades à manumissão de seus escravos, circunstância em que um processo de alforria podia durar mais de um ano.
Interrogamo-nos sobre o modo de vida de Joaquina após sua libertação. Lamentavelmente não temos documentação a respeito e apenas podemos conjecturar sobre as dificuldades em estabelecer-se, sozinha, como idosa, mulher e ex-escrava numa sociedade absolutamente preconceituosa. O que Joaquina não podia saber é que, passados cento e tantos anos, estaríamos nós, hoje, falando sobre ela. E, qualquer que tenha sido seu destino, homenageamos aqui suas mãos trabalhadoras que ajudaram a estabelecer este país.

(*) Cartório do Segundo Ofício de Campinas, maço 76, 1866 - 1883.
Publicado em 
História & Outras Histórias, aos 
21 de fevereiro de 2010.

UM CHEIRO DE JASMIM PARA OS AMIGOS DO BLOG

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