sexta-feira, 16 de setembro de 2022

FALECERAM HOJE:



JOSÉ LUIZ DA SILVA ALVES
DATA/LOCAL DO FALECIMENTO: 16/09/2022 ÀS: 13:49 HS EM ITAPETININGA-SP
IDADE: 59 ANOS
PROFISSÃO: SERRALHEIRO
ESTADO CIVIL: DIVORCIADO
FILHO DE: JOAQUIM ALVES E JANDIRA DA SILVA ALVES
DEIXA OS FILHOS: ANA PAULA E RAFAEL
LOCAL DO VELÓRIO: CAMARGO-UNIDADE ITAPETININGA-CENTRAL
SALA: 04 COM INÍCIO ÀS: 17:00 DO DIA: 16/09/2022
SEPULTAMENTO: 17/09/2022 ÀS 09:00 HS
CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA EM ITAPETININGA

VIVIANE DOS SANTOS
DATA/LOCAL DO FALECIMENTO: 16/09/2022 ÀS 07:53 HS EM ANGATUBA -SP
IDADE: 47 ANOS
PROFISSÃO: SERVIÇOS GERAIS
ESTADO CIVIL: DIVORCIADA
FILHA DE : JOÃO BATISTA DOS SANTOS E LEONICE DE LURDES DOS SANTOS
DEIXA OS FILHOS : KELLYANE, LUIZ FERNANDO, JOÃO PEDRO, THULIO E VITOR
LOCAL DO VELÓRIO : CAMARGO – UNIDADE ANGATUBA- CENTRAL
SALA: 01 COM INÍCIO ÀS 14:30HS DO DIA 16/09/2022
SEPULTAMENTO: 16/09/2022 ÀS 17:00 HS
CEMITÉRIO : SÃO JOÃO BATISTA EM ANGATUBA –SP.

F. Camargo

TAQUARITUBA




Em 20 de Novembro de 1924, o Deputado Estadual Flaminio Ferreira apresentou à Câmara dos Deputados do Congresso Legislativo do Estado de São Paulo o Projeto de Lei nº 34, no qual propunha a criação de Município de Taquari. Naquela época, a localidade denominava-se Distrito de Paz de São Roque do Taquari, que pertencia ao Município de Itaporanga.
Com base em dados fornecidos pelas autoridades, ficamos sabendo que o Distrito de Paz de São Roque do Taquari tinha cerca de quatro mil habitantes – embora um abaixo-assinado subscrito por 550 moradores informasse que o número correto seria superior a dez mil –, possuía 120 imóveis, e que em suas terras se produzia “café, algodão, cereais e os seus grandes rebanhos de gado de toda espécie”, que em seu território havia edifícios para o funcionamento da futura Municipalidade, duas escolas e uma cadeia pública e possuía uma renda superior a doze contos de réis (R$ 12:752$800). Apesar da resistência da Câmara Municipal de Itaporanga à criação do novo município, o Legislativo Paulista aprovou a sua criação, transformando-a na Lei nº 2.097, de 24 de Dezembro de 1925, em que se criou o município de Taquari, com sede no Distrito de Paz de igual nome, na Comarca de Itaporanga.
Anos mais tarde o Município de Taquari teve sua denominação alterada para Taquarituba, através do Decreto-Lei nº 14.334, de 30 de Novembro de 1944. A palavra “taquarituba” vem do tupi e significa ajuntamento de taquaris, que é uma planta encontrada em alguns trechos do rio Taquari, cujos ramos ocos servem de canudos para vários fins.
A foto que aqui reproduzimos integra a documentação do Projeto de Lei nº 34, de 1924, e mostra uma vista panorâmica do então Distrito de Paz de São Roque do Taquari.

ALESP

UMA FESTIVIDADE EM MIRASSOL

 

Em 19 de dezembro de 1924 foi promulgada a Lei nº 2007, que criou o município de Mirassol, na Comarca de Rio Preto. Esta lei teve origem no Projeto de Lei nº 30, de 1924.

Para justificar a criação do novo município ao Projeto de Lei nº 30, de 1924, foram anexados diversos documentos: abaixo-assinados, a favor e contrários, dados estatísticos, mapas sobre o então distrito de Mirassol, que então tinha cerca de 18 mil habitantes, dos quais apenas 766 eram eleitores.
Um dos documentos é a edição número 45, de 21 de Maio de 1922, do jornal “O Mirasol”, que traz em sua quarta e última página o anúncio da Festa do Padroeiro São Pedro. 
Por seu intermédio é possível recuperar muitos aspectos da riqueza das festas juninas no interior do Estado de São Paulo.

JUQUIÁ

 



No final do período monárquico a Província de São Paulo já era a unidade do Império do Brasil que mais se destacava pela produção do café, então o principal produto de exportação do país. O que fez com que as infra-estruturas de transporte (ferrovias, estradas e o porto de Santos), comunicações e urbana no território paulista girassem principalmente em torno do café. Os recursos auferidos com a exportação do café eram tantos que se produzia, por vezes, uma certa falta de atenção em relação a outras alternativas econômicas e a outras regiões.
Uma mostra desse tipo de dificuldade está assinalada, por exemplo, abstraídas as razões de ordem econômica ou técnica – que talvez justifiquem o desconhecimento da solicitação –, no requerimento de José Carlos de Carvalho e José Negreiros de Almeida Sarinho, dois empresários do Rio de Janeiro, dirigido à Assembléia Legislativa Provincial de São Paulo e datado de 11 de março de 1882. Nele, invocando supostos recursos oriundos de “capitalistas desta praça e da de Londres”, requeriam “privilégio para a construção, uso e gozo por noventa anos de uma estrada de ferro que, partindo da cidade de São Paulo vá terminar na vila do Juquiá”. Tinham como objetivo ligar aquela região com São Paulo e Rio de Janeiro e, futuramente, com Curitiba. Além disso, apontavam outras vantagens e questões:
“Os ricos municípios desta zona ficarão dispensados de exportar os seus produtos para outras províncias ou ao estrangeiro. A sua produção natural é o açúcar e o arroz, e esses gêneros serão todos consumidos na província de São Paulo, que os importa de procedências diversas, por empregar na cultura do café todas as forças de que dispõe.”
Todavia os argumentos invocados não foram considerados, por razões que o processo não preserva, e a ferrovia proposta ficou apenas no papel. Aqui reproduzimos o desenho, de autoria de José Carlos de Carvalho, assinalando o trajeto da ferrovia proposta entre São Paulo e Juquiá e que integra a documentação deste processo.


ALESP

XIRIRICA

 


Eldorado
Um conjunto de documentos relativo ao projeto de elevação de Freguesia à categoria de Vila do atual município de Eldorado, apresentado em 1842, foi encaminhado ao Legislativo Paulista. Naquela época, a Freguesia tinha o nome de Xiririca e pertencia ao Termo da Vila de Iguape. O nome vinha, conforme explicado por João Mendes de Almeida, em seu Dicionário Geográfico da Província de S. Paulo , do afluente do rio Ribeira de Iguape, e era uma corruptela de “Tiririca”, que significava “arrastado” e aludia ao curso lento do rio naquele pedaço onde se constituiu o povoamento.
Os habitantes de Xiririca enviaram o requerimento à Assembléia Legislativa Provincial de São Paulo solicitando sua elevação a Vila. Informavam que a habitavam 2.485 pessoas, que viviam em 462 domicílios, ou fogo, como eram chamados na estatística daquele período. Dessa população, pouco mais de um quarto (27%) dos habitantes de Xiririca eram escravos. Aqui reproduzimos a estatística populacional de 1841, anexa ao processo de elevação a Vila, feita pelo vigário Joaquim Gabriel da Silva Cardoso e o Juiz de Paz João Antônio de França.
Os habitantes de Xiririca solicitavam, também, que a nova Vila recebesse o nome de Vila da Maioridade, em homenagem à recente decretação da maioridade de D. Pedro II. A proposta foi apresentada, na forma de projeto de lei, pelo deputado José Antônio Pimenta Bueno, o futuro Marquês de São Vicente, em 28 de fevereiro de 1842. Submetida às Comissões de Estatística e Justiça, reunidas conjuntamente, a proposta foi aprovada, bem como a petição dos habitantes da Freguesia de Iporanga de se incorporarem à Xiririca.
No entanto, a denominação proposta de Vila da Maioridade foi rejeitada pelas comissões, que mantiveram o nome de Xiririca, assim justificando sua decisão no parecer conjunto:

“As Comissões reconhecem que a Maioridade é um grande ato da Nação, crêem que por isso ele jamais se riscará da memória dela, entretanto, que as belas tradições dos primeiros habitantes deste importante Império, como que se esvaecem da lembrança de seus habitantes, sem se recordarem que o solo delicioso, cujos benefícios desfrutam é a propriedade do Brasileiro primitivo, que era foragido nas matas do País, onde outrora pisou como Povo-Rei. Preciso é pois arraigar na população este sentimento de nacionalidade, que parece apagar-se nela; e nada tanto concorrerá para esse fim, como conservarem-se nomes, que a cada passo recordem a existência desses povoadores da América.”

Assim aprovou-se a Lei nº 28, de 10 de Março de 1842, que elevou à categoria de Vila a Freguesia de Xiririca e autorizou o governo a reunir-lhe a freguesia de Iporanga e obrigou a nova cidade a construir cadeia e Casa de Câmara às suas expensas, sem auxílio do cofre provincial. Mais de um século depois, em 1948, através de Lei nº 233, de 24 de Dezembro, que Xiririca passou a chamar-se Eldorado, numa referência ao período de exploração de ouro que se deu no Estado de São Paulo de meados do século XVIII até o início do século XIX.



ALESP

OURINHOS E OLAVO BILAC

 


Ourinhos
A partir de um abaixo-assinado de cidadãos do então Distrito de Paz de Ourinhos – integrante da Comarca de Santa Cruz do Rio Pardo – ao então Congresso Legislativo do Estado de São Paulo, a Comissão de Estatística e Divisão Civil e Judiciária da Câmara dos Deputados do Estado de São Paulo apresentou, em 9 de Novembro de 1917, o Projeto de Lei nº 44. 
Nele determinava-se a criação do Município de Ourinhos; o que ocorreu com a aprovação da Lei nº 1.618, de 13 de Dezembro de 1918.
Entre a documentação anexada ao Projeto de Lei nº 44, de 1917, está uma página do jornal “O Contemporâneo”, do qual destacamos o curioso anúncio testemunhal que, como ainda hoje ocorre, valia-se de uma personagem reconhecida publicamente, no caso o escritor e poeta Olavo Bilac, para anunciar as capacidades curativas de um determinado produto.


ALESP.

MACATUBA

 

A história do Município de Macatuba tem em 4 de dezembro de 1923 um de seus importantes marcos. 
Nesta data, o deputado estadual Elias Rocha apresentou o Projeto de Lei nº 48, que elevava à categoria de Município o Distrito de Paz de Bocayuva, então integrando o Município de Lençóis – hoje Lençóis Paulista – e fazendo parte da Comarca de Agudos. Junto com o Projeto foi encaminhada uma representação dos moradores no mesmo sentido. Observe-se que o nome que então seria dado ao novo município era o de Bocayuva, em homenagem ao histórico republicano Quintino Bocayuva.
O Projeto nº 48, de 1923, foi aprovado pelo Legislativo Paulista e transformou-se na Lei nº 1.975, de 1º de Outubro de 1924, a qual estabelecia o município de Bocayuva. Anos mais tarde, durante a ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas, Bocayuva, por meio do Decreto-Lei nº 14.334, de 30 de Novembro de 1944, foi transformada em Macatuba (ajuntamento da palmeira macaúba – que, aliás, nem existia por ali). Consta que a modificação não repercutiu bem entre os moradores da cidade, que preferiam o nome Jauí – que significa rio dos jaús –, mas o novo nome acabou prevalecendo.
Entre a documentação anexada ao Projeto nº 48, de 1923, está o flagrante de uma partida de futebol travada em um campo, o qual ladeava uma plantação de cana-de-açúcar.


ALESP