quinta-feira, 13 de junho de 2013

ELEITORES DE CAPÃO BONITO DE PARANAPANEMA - final

29. QUARTEIRÃO DE FREI BENTO:
Antonio Procopio Proença
Selestrino Jeronymo Proença
Francisco Felippe de Chaves
João Antunes de Chaves
João Antonio Proença
João Laurindo da Silva
José Marcellino da Silva
José Antonio Rodrigues
José Ignacio de Souza
José Benigno de Miranda
Joaquim Apolinario de Chaves
Joaquim Manoel da Silva
Joaquim de Godoy Lima
Marcellino Maximo Souza
Manoel Antonio Oliveira
Pedro Antonio Alves
Salvador Vieira Godoy
Cypriano Gaspar da Silva

30. QUARTEIRÃO DAS FORMIGAS: 
Fermino Manoel de Chaves
José Maria de Oliveira
José Bento de Oliveira
José Meira
João José Fermino
João Romano Queiroz
João Martinho de Moraes
Joaquim Meira
Joaquim Custodio Meira
Izidio Pereira dos Santos
Laurindo de Souza

31. QUARTEIRÃO DO SERRADO:
Antonio Alves de Almeida
Americo Alves dos Santos
Francisco Rufino Proença
José Mendes Ferreira
José Porfirio Proença
José Antonio Delfino
Manoel José de Lima
Norberto José Ferreira

32. QUARTEIRÃO DAS FORQUILHAS:
Antonio Rodrigues Souto
Antonio Braz de Proença
João Souto de Proença
João Ferreira de Almeida
Joaquim Rodrigues Souto
Joaquim Innocencio de Queiroz
Selestrino Ricarte Normandia
Virissimo Maximo de Proença

33. QUARTEIRÃO DOS CHRISTAES:
Antonio Romano de Almeida
Fiorentino Ulger Ferreira
Francisco Fernandes Abreu
Vicente Marçal de Proença


34. QUARTEIRÃO DOS FERREIRA DAS ALMAS:
Antonio Leandro Queiroz
Antonio Vilarino Proença
Claudino José da Silva
Francisco Romão Proença
Francisco Honorio de Oliveira 
Gabriel Domingues Vaz
Gregorio José Ferreira
Gregorio Cordeiro Miranda
João Baptista Ferreira
João José de Queiroz Mendes
João Bueno da Cruz
José Marçal de Proença
José Gomes de Queiroz
José Ferreira da Costa
José Francisco Mendes
Justino Ferreira Botelho
Joaquim Jeronymo da Silva
Joaquim Martinho Ferreira
Luiz Mariano Colaça
Maximiano José da Silva
Paulino Rodrigues Ferreira
Roberto Antonio Vaz
Virissimo Pedrozo Bueno

35. QUARTEIRÃO DO TURVO:
Joaquim Innocencio de Lima
Emilio Germano Trindade
Domingos Germano Queiroz
João Antonio Leal
Joaquim José de Lima
José Hilario de Queiroz
Samuel Suriano da Cruz
Tobias José de Lima

36. QUARTEIRÃO TAQUARAL ABAIXO: nada tem que alistar

37. QUARTEIRÃO TAQUARAL ACIMA:
Antonio Euzebio Mendes
Francisco José Gavião
Gabriel Nogueira do Nascimento
Gabriel Antonio Ferreira
José Elias Garcia
João Antonio de França
João Gregorio Venancio
Joaquim Lourenço Ferreira
Joaquim Deziderio Mendes

3a. SECÇÃO:
José Lopes de Lima
José Mendes Proença
Quirino José Abreu
Quirino Augusto Queiroz
Manoel Estevam do Nascimento
Salvador Ribeiro Queiroz
Vicente Mariano Calaça
Vicente Domingos Vaz
Amancio Brizola de Oliveira
José Baptista de Moraes
Zacharias Bueno Sampaio
João Rodrigues de Freitas

4a. SECÇÃO
38. QUARTEIRÃO BONIFACIOS:
Agostinho Henrique do Nascimento
Antonio André Avelino
Izidoro de Oliveira Cruz

39. QUARTEIRÃO ALEGRE:
Antonio Miguel da Silva
Christiano Boaventura da Silva
Francisco Honorio de Almeida
Joaquim Vicente de Lima
Capitão João Damazio de Queiroz
José Syrino de Campos
Innocencio Maximo da Trindade

40. QUARTEIRÃO CAPELA DA BOA VISTA:
Antonio de Jesus da Rosa
Diogo Francisco de Lima
Francisco Garcia da Rosa
João Galdino da Rosa
Joaquim Ciryllo da Costa
José Aleluia de Camargo
José dos Anjos Costa
Manoel Victoria dos Anjos
Pedro Amancio Gonçalves

41. QUARTEIRÃO CAETANOS:
Florentino Soares de Oliveira

42. QUARTEIRÃO PINHEIROS:
Domingos Manoel dos Anjos
Guilherme Cardoso do Nascimento
João Baptista da Cruz
Joaquim Angelo da Rosa
José Venancio Amaral Vasconcellos
Pedro Rodrigues da Costa

43. QUARTEIRÃO CORDEIROS:
Pacifico Maximiano de Sampaio

44. QUARTEIRÃO SÃO JOSÉ DA BARRA:
Francisco Rodrigues da Silva
João Baptista de Lima
João Laurindo de Lima
José de Almeida Lima
Justino Ferreira de Lima
Virissimo Bueno de Freitas

45. QUARTEIRÃO CRAVOS:
João Laurindo da Costa
Joaquim Domingues Cruz
Vicente Patriarca Gomes

46. QUARTEIRÃO PICA-PAUS:
Antonio Januario de Carvalho
Antonio Mariano da Costa
Francisco Xavier do Nascimento
João Clementino de Lima
João Ferreira do Espirito Santo
Joaquim Celestino Prestes
Joaquim Aleixo de Lima
Joaquim Antunes de Oliveira
Vicente Victorino de Sant`Anna

47. QUARTEIRÃO INVERNADA:
Francisco Antunes de Oliveira Motta

48. QUARTEIRÃO LIMAS:
Antonio Rodrigues de Ramos
Antonio Silverio de Siqueira
Avelino Gomes de Andrade
Diogo José da Silva
João Antonio de Almeida
João Borges de Siqueira
Florentino Paulo dos Santos
João de Lima Cruz
José Antunes de Oliveira Motta
José Damião Pereira
José Jacintho Gomes
José Lauriano da Silva
Maximiano José dos Santos
Pacifico Estevam Domingues
Prudente Felissimo da Costa
Reducino José dos Santos
Virissimo Fermino de Almeida

49. QUARTEIRÃO SÃO JOSÉ ACIMA:
Joaquim Vaz da Silva

50. QUARTEIRÃO: sem denominação
Elias Placidino da Silva
João Anacleto da Costa
João Elias da Silva
José Rodrigues de Campos

51. QUARTEIRÃO FREGUEZIA DE SÃO JOSÉ:
Amancio Domingues da Cruz
Amancio Domingues Padilha
Antonio Gabriel de Ramos
Apolinario José Paes
Annibal Venturelli
Bellarmino Ferreira de Lima
Benjamim Venturelli
Carlos Venturelli
Emilio Gamsly
Egydio Seabra do Amaral
Francisco Anastacio de Sant`Anna
Francisco Antunes Fogaça
Capitão Francisco Laurindo da Costa
Geraldo Arcebispo de Braga Paes
Germino Nunes de Siqueira
Hermogenes Venturelli
João Dias de Ramos
Tenente João Romualdo da Cruz
João Lourenço de Siqueira
Alferes João Paulo do Amaral
 João Laurindo de Sousa
João Seabra Cabral
Joaquim Nunes de Siqueira
Joaquim Pereira do Amaral Vasconcellos
Tenente Joaquim Severo do Amaral
José Antonio Libanio
José Antonio Sousa Carvalho
José Credino de Freitas
José Custodio de Lima
José Padilha de Queiroz
José Turibio de Lima
Julio Salvador de Camargo
Paulo Hippolyto de Proença
Sabino Estevam da Trindade França
Severiano Laurindo da Costa
Alferes Zeferino Romualdo da Cruz

52. QUARTEIRÃO LAPEANOS:
João Cerguino da Costa
José Laurindo da Costa
Vicente João de Paiva

53. QUARTEIRÃO LAMÊOS:
Francisco França da Costa
João Antunes da Costa
Joaquim Luiz de Oliveira
José Alfredo da Silva
Marcos Francellino da Silva

54. QUARTEIRÃO EMPOSSADO:
João Galdino de Freitas
José Domingues da Cruz
Martiliano Domingues da Cruz

55. QUARTEIRÃO CACHOEIRA:
João Quirino de Macedo
Joaquim Paulo dos Santos
Rodrigo Antonio Paes

56. QUARTEIRÃO LIMEIRA:
Domingos Rodrigues de Camargo
Fernando Rodrigues da Silva
João Antonio da Cruz
José Izidoro Paes
José Rodrigues de Camargo

57. QUARTEIRÃO DAS BATEAS:
Joaquim Manoel dos Anjos

58. QUARTEIRÃO DO ARAÇAEIRO:
Joaquim Balduino de Freitas
Pacifico Laurindo da Silva
Simão Rodrigues Cyriaco

59. QUARTEIRÃO DOS PAES:
Antonio Ferreira de Lima
Lino Eugenio de Sampaio

60. QUARTEIRÃO MACEDO:
Amancio Romualdo da Cruz
José Brasilio da Cruz
José Paes de Queiroz
Jehovah Paulo Mayer
Salvador França de Macedo

61. QUARTEIRÃO PINHALSINHO:
Eusebio Domingues Vieira Cassemiro
José Domingues de Oliveira

62. QUARTEIRÃO BARREIRO:
João Donato Caetano

63. QUARTEIRÃO SÃO JOSÉ ABAIXO:
Fermino Brasilino de Campos
Manoel Joaquim Rodrigues

64. QUARTEIRÃO MONJOLLADA:
Francisco Antonio do Nascimento
Francisco Firmino da Costa
Gregorio Antonio Bento de Andrade
João Cirino de Andrade
José Thimoteo da Costa
Joaquim Chrisostomo Damasio
José Alves de Oliveira
José Sabino da Costa
Pedro José de Oliveira

65. QUARTEIRÃO DOS FRANCISCOS:
Eufrasio Honorato da Costa

66. QUARTEIRÃO ALECRIM:
José Victorino Seabra

67. QUARTEIRÃO LAVRAS:
Simeão Rodrigues da Silva Gonçalves

68. QUARTEIRÃO PINHAL:
Antonio André da Costa
Elias Manoel da Costa
Francisco Theotonio de Carvalho
João Paes de Deus
Joaquim Fernandes da Costa
Joaquim França de Salles
Leandro José da Costa
Manoel Thimoteo de Carvalho

Total de eleitores: 686
Presidente da Camara: Fidencio Rodrigues de Carvalho
Presidente da 1a. Secção: Athanasio Horacio de Campos Cruz
Presidente da 2a. Secção: Roberto Paulino de Almeida
Presidente da 3a. Secção: Olegario Antonio de Oliveira
Presidente da 4a. Secção: Ernesto Gonçalves de Almeida Junior
Secretario: Heduviges Lucas de Lima Barbosa
Capão Bonito de Paranapanema, Paço da Camara Municipal, 30 de julho de 1901.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

EM HONRA À REVOLUÇÃO DE 32



EX - COMBATENTES HOMENAGEADOS EM 1.979 E EM 1.986.



ENGENHEIRO MELLO E A CADEIA DE SOROCABA

Um conjunto de documentos relativo a um projeto de construção da cadeia de Sorocaba foi apresentado à Assembléia Legislativa Provincial de São Paulo em 1.844. 
Feito pelo Tenente-Coronel de Engenheiros Antônio Manoel de Mello, vêem-se no desenho que aqui reproduzimos a vista da frente da Cadeia, a vista de um dos lados e um corte vertical de frente ao fundo, dividindo todo o edifício em duas partes iguais.
O engenheiro Mello projetou a cadeia para ter “117 palmos de frente e 134 de fundo, sendo o andar térreo de 22 d'alto e o sobrado de 20” [cada palmo media 22 centímetros] e a Câmara Municipal de Sorocaba definiu que sua localização mais apropriada seria “na rua das tropas em frente às casas de José Elias de Almeida”.

A OUTRORA VILA AMERICANA, EM CAMPINAS


Os moradores do então Distrito de Paz de Vila Americana, que integrava o Município e Comarca de Campinas, dirigiram em 1.917 uma representação ao Congresso Legislativo do Estado de São Paulo, solicitando sua transformação em Município. 
Em seu pedido demonstravam ter as condições necessárias para a realização da proposta:
1. tinham uma população aproximada de 12 mil habitantes (a lei exigia dez mil), dos quais 300 eram eleitores e seis eram jurados ali residentes; 
2. possuía uma extensão territorial de cerca de 113 km² e sua arrecadação era pouco mais de 40 contos de réis [41:579$900], entre outros dados.
A Comissão de Estatística, Divisão Civil e Judiciária da Câmara dos Deputados apresentou, em 23 de Outubro de 1.917, o Projeto de Lei nº 24, no qual acolhia o pedido popular.
O Legislativo Paulista, após um longo processo de discussão, no qual tiveram de ser vencidas várias resistências, inclusive as da Câmara Municipal de Campinas, transformou-o na Lei nº 1.983, de 12 de Novembro de 1.924, que criou o Município de Vila Americana, na Comarca de Campinas. 
Pelo Decreto nº 9.775, de 30 de Novembro de 1.938, teve sua denominação alterada para Americana.
Entre a documentação anexada ao Projeto de Lei nº 24, está a fotografia da Fábrica de Tecidos e Fiação Carioba, de 1.917, uma histórica unidade da indústria têxtil de Americana, que aqui reproduzimos.


MINÉRIO DE FERRO NA COMARCA DE IGUAPE



No final do Império, a Província de São Paulo já era a unidade do Brasil que mais se destacava em termos econômicos: o café paulista era então o principal produto de exportação do país. 
Isto fez com que as infra-estruturas de transporte (ferrovias, estradas e o porto de Santos), comunicações e urbana no território paulista girassem principalmente em torno do café. 
Os recursos auferidos com a exportação do café eram tantos que se perdia, por vezes, o foco em relação a outras alternativas.
Este tipo de situação pode ser percebido, por exemplo, excluídas as razões de ordem econômica e/ou técnica – que talvez justifiquem o desconhecimento da solicitação –, através de um requerimento de José Eubank da Câmara – concessionário das minas de ferro do Jacupiranguinha e Turvo, na Comarca de Iguape – à Assembléia Legislativa Provincial de São Paulo, datado de 21 de Janeiro de 1.881. 
Nele solicitava uma subvenção anual de oito contos de réis para o transporte de minério de ferro.
Câmara era sócio de Abel Gomes da Costa e Silva e de Augusto Corrêa Durão no empreendimento. 
Os três receberam a concessão, que antes pertencera a Joaquim Ignácio Silveira da Motta, para lavrar ferro e outros minerais, bem como realizar a navegação nos rios Jacupiranguinha e Jacupiranga, tanto por navios à vela como a vapor. 
A esse respeito, Câmara informava que naquele momento um grande número de canoas navegava até o Rio da Ribeira e que ele próprio fizera o percurso: 
“O abaixo-assinado já fez, em Agosto último, a viagem contínua desde o porto das minas de ferro até a cidade de Iguape, em canoa, que transpôs, sem dificuldade maior, as seções mais obstruídas daqueles dois primeiros rios [Jacupiranguinha e Jacupiranga], gastando 15 horas, inclusive paradas, neste extenso trajeto.”
Câmara argumentava que o transporte do minério de ferro de Jacupiranguinha até o Rio de Janeiro seria sempre por água, o que seria uma grande vantagem. 
Afirmava que o transporte de uma tonelada de ferro da Real Fábrica de Ferro de Ipanema (situada no atual município de Iperó) até o Rio de Janeiro custaria até sessenta e um mil réis, enquanto que o minério das minas de Jacupiranguinha não passaria de dez mil réis. 
Tal redução de custo somente poderia ser obtida pela aquisição de barcos a vapor, cujo modelo anexava e que aqui reproduzimos. Além do transporte do mineral, Câmara também vislumbrava a possibilidade de as embarcações servirem “à lavoura dos férteis vales do Jacupiranguinha, Jacupiranga e Juquiá”.
Reproduzimos o desenho extraído da edição de 16 de Janeiro de 1.880 da revista norte-americana The Engineer.

PROPOSTA PARA UMA FERROVIA QUE NÃO DEU CERTO.


No final do período monárquico, a Província de São Paulo já era a unidade do Império do Brasil que mais se destacava pela produção do café, então o principal produto de exportação do país. 
O que fez com que as infra-estruturas de transporte (ferrovias, estradas e o porto de Santos), comunicações e urbana no território paulista girassem principalmente em torno do café. Os recursos auferidos com a exportação do café eram tantos que se produzia, por vezes, uma certa falta de atenção em relação a outras alternativas econômicas e a outras regiões.
Uma mostra desse tipo de dificuldade está assinalada, por exemplo, abstraídas as razões de ordem econômica ou técnica – que talvez justifiquem o desconhecimento da solicitação –, no requerimento de José Carlos de Carvalho e José Negreiros de Almeida Sarinho, dois empresários do Rio de Janeiro, dirigido à Assembléia Legislativa Provincial de São Paulo e datado de 11 de março de 1882. 
Nele, invocando supostos recursos oriundos de “capitalistas desta praça e da de Londres”, requeriam “privilégio para a 
construção, uso e gozo por noventa anos de uma estrada de ferro que, partindo da cidade de São Paulo vá terminar na vila do Juquiá”. 
Tinham como objetivo ligar aquela região com São Paulo e Rio de Janeiro e, futuramente, com Curitiba. 
Além disso, apontavam outras vantagens e questões:
“Os ricos municípios desta zona ficarão dispensados de exportar os seus produtos para outras províncias ou ao estrangeiro. A sua produção natural é o açúcar e o arroz, e esses gêneros serão todos consumidos na província de São Paulo, que os importa de procedências diversas, por empregar na cultura do café todas as forças de que dispõe.”
Todavia os argumentos invocados não foram considerados, por razões que o processo não preserva, e a ferrovia proposta ficou apenas no papel. 
Aqui reproduzimos o desenho, de autoria de José Carlos de Carvalho, assinalando o trajeto da ferrovia proposta entre São Paulo e Juquiá e que integra a documentação deste processo.

CARTA DO RIO PARANAPANEMA: 1.886




Em 31 de Janeiro de 1.888, o engenheiro civil José Custódio Alves de Lima enviou um requerimento à Assembléia Legislativa Provincial solicitando a concessão, por sessenta anos, para uma linha fluvial de vapores de pequeno calado no Paranapanema, para o transporte de cargas e de passageiros. Lima propunha que a linha tivesse como ponto inicial a “barra do rio Guarehy com o Paranapanema, e, terminal, o alto da cachoeira do Jurumirim, no mesmo rio Paranapanema”, numa extensão de 120 quilômetros (cobriria, atualmente, um trecho equivalente de Paranapanema a Piraju). 
Julgando que o pedido era de interesse da Província, a Comissão de Justiça e Constituição e Poderes da Assembléia apresentou o Projeto de Lei nº 125, em 12 de Fevereiro daquele ano.
A iniciativa recebeu duas emendas: uma reduzindo o período da concessão para 15 anos e outra acrescentando um parágrafo no qual se estabelecia que a concessão caducaria, caso o serviço de navegação não houvesse sido inaugurado em até três anos após a promulgação da lei. 
Aprovado pela Assembléia, o Projeto nº 125, de 1.888, transformou-se na Lei nº 57, de 22 de março de 1.888.
Entre os documentos que integravam este processo estava esta “Carta do Rio Paranapanema”, feita pelo engenheiro baiano Theodoro Fernandes Sampaio para a Comissão Geográfica e Geológica da Província de São Paulo, presidida pelo geólogo norte-americano Orville Adalbert Derby.