Anísio José Moreira
O documento foi elaborado em 1957, um ano antes de sua morte.
Anísio Moreira, que havia sido deputado estadual e federal e prefeito de Mirassol, morreu vítima de um acidente aéreo em 23 de outubro de 1958.
O político se foi, mas as ações ficaram e se transformaram em R$ 81,5 mil.
Madalena Moreira
Acusada de mandar matar o magistrado Jaime Garcia Pereira, titular da comarca de Mirassol e pai de três filhos, a tiros, em emboscada, pelo pistoleiro Augusto Severino da Silva, vulgo Juquinha, no dia 20 de novembro de 1961, naquela cidade.
Foi condenada a pesada pena após três julgamentos.
Madalena foi casada com Anísio Moreira, que morreu em 1959, em desastre de avião.
Mulher enérgica e voluntariosa, passou a administrar o vasto patrimônio deixado pelo marido.
Não tardou a se indispor com o juiz Jaime Garcia, que presidia um processo no qual o Banco do Brasil executava uma dívida de 23 milhões de cruzeiros.
O juiz determinou a penhora das fazendas da milionária, assinando com isso a própria sentença de morte.
Madalena viajou para Mato Grosso, onde contratou Juquinha, que executou o juiz quando ele conversava com a família, na varanda de sua residência.
Roída pelo remorso, Madalena confessou seu crime ao vigário de Mirassol.
O padre respeitou o segredo do confessionário, mas a convenceu a se entregar à polícia.
Madalena foi condenada ainda - fato na época inédito na Justiça brasileira - a pagar 350 mil cruzeiros à família da vítima, face a uma ação de indenização proposta pelo advogado Edevaldo Alves da Silva.
Joaquim da Costa Penha
Durante dois anos, a cidade manteve o nome de MATTA UNA, até que nas ruas da vizinha Rio Preto, a cidade começou a ser chamada de "MATA UM".
Aborrecido com o apelido que os rio-pretenses passaram a dar à cidade, o fundador resolveu então mudar o nome da cidade, mas ainda não tinha em mente o novo nome.
Um dia, estava o fundador passeando a cavalo, pelo largo da capelinha, onde se cultivavam roças de arroz, quando um dos enxadeiros chamou-lhe a atenção para a existência no local, de grandes flores redondas de cor amarelo-ouro.
Então, ele disse:
- É girassol!
O roceiro retrucou...
- Não é não, seu capitão; o nome dessa flor é mirassol!
E o nome foi usado para a cidade de MIRASSOL.
Quanto ao nome da flor, os dois são verdadeiros.
Cândido Brasil Estrela
Cândido Brasil Estrela possuía em 1924 uma fazenda em Mirassol e pretendia formar uma quantidade grande de cafeeiros, objetivando atingir 1.000.000 de pés.
Nesta época só existia na região as cidades de Mirassol, Monte Aprazível, Tanabi e Cosmorama.
Votuporanga, Fernandópolis e Cardoso ainda estavam sendo formadas.
Com o objetivo de vir para o que viria a ser Mira Estrela, Cândido contratou 200 peões. Esses peões vieram abrindo estradas para possibilitar a chegada até à área adquirida, onde fixou residência na sede do Córrego de Ouro Verde, ali construindo uma colônia.
Fez a derrubada da mata e iniciou o plantio da lavoura de café, mas de repente veio a crise - 1929 - e ele teve que parar com tudo.
Grandes fazendeiros do café quebraram.
Optando por retornar a Mirassol, sua terra natal, ali deixou o Capitão Delfino tomando conta de sua fazenda, bem como de seus pertences.
Em 1938, retorna a Mira Estrela e espera a recuperação da grande crise econômica de 1929.
Cândido tinha uma propriedade em Mirassol; lá morava a família Castrequini, de origem italiana, que cuidava de um grande eucaliptal.
Em 1941, a família foi convidada para viver em Mira Estrela, onde reiniciaram a abertura da fazenda que era de mais ou menos 4.000 alqueires.
Cândido vendeu para os Castrequini 400 alqueires, que foram subdivididos entre os membros da família.
A cidade de Mira Estrela foi fundada no dia 21 de fevereiro de 1941, no mesmo local onde está hoje.
Abrangia uma das terras vendida aos Castrequini, e uma parte da fazenda de Cândido Brasil Estrela.
Agrimensor, fazendeiro, filantropo e poeta, juntamente com seu irmão Basileu e seu filho Dráusio executou inúmeras obras públicas, construiu um asilo para idosos e um hospital, promovendo a reforma da casa paroquial em Santa Maria Madalena.
Fundador e primeiro presidente do Consórcio Intermunicipal da Alta Araraquarense (Alarme) em 1953.
Fundador da cidade de Bálsamo em 17/11/1920.
Fundador da cidade de Mira Estrela em 21/2/1941.
Fundador do Cine Teatro São Pedro de Mirassol em 1929.
Fundador da Escola Normal Municipal de Mirassol em 1928. Fundador da Fundação Cândido Brasil Estrela em 1952 e do Lar dos Velhinhos de Mirassol em 1961.
Um dos fundadores, em 1930, da Associação Comercial e Industrial de Mirassol e seu presidente de 1931 a 64.
Provedor da Santa Casa de Mirassol de 1931 a 46.
Dirigente da milícia MMDC, na Revolução de 1932.
Foi autor do brasão de armas de Mirassol, de Bálsamo, de Mira Estrela e de Santa Maria Madalena e ainda do Álbum de Mirassol.
É nome de rua no Jardim Alto Alegre e nas cidades de Mirassol e Mira Estrela (onde dá nome a praça da matriz).
Formado pelo Liceu São Luiz, de Paris, França, em 1914.
Fontes: Quem faz história, PM de Serrana e Migalhas: dr. Pintassilgo.
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